segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A (minha versão da) história por trás do CD da Beyoncé

Minha história por trás do CD da Bey>>> Tudo começa com dois sentimentos contrários: profunda tristeza do luto seguida de extrema alegria pela chegada de Blue
Depois de ouvir ininterruptamente e atrasadamente o último CD da Queen B, fiquei com a impressão de enxergar uma história por trás de toda essa superprodução lançada numa tacada só. Se ela precisava tanto contar uma história, tinha que ser de uma vez, penso eu. O que escrevo aqui não tem nenhuma fonte, é tudo achismo (muito bem fundando em 168 horas de músicas em looping).

Tudo começa com Beyoncé triste, tristinha. A cantora estava lá, no topo do mundo da música com sua legião de fãs apaixonados mas algo fazia falta... Perder um bebê durante a gestação deve ser um baita trauma (Heaven). São sei lá quantos milhões de anos de mulheres sendo colocadas apenas como seres para reprodução, aí vem anos de luta pela igualdade de direitos e poder social... Então uma mulher perde a gravidez e se pergunta se tanta independência financeira e liberdade valem a pena de perder um filho ainda no ventre. Será o universo nos cobrando de volta por termos ousados demais? Será a natureza machista?

Aí ela saiu em turnê para esfriar a cabeça, mostrar que essa natureza machista não ia ganhar dela, reforçar o que ela faz de melhor: ser artista! Só que foi só desanuviar a cabeça, pensar em outra coisa que ela veio! A coisa que ela mais queria e se sentia menos mulher por ter perdido a oportunidade, uma menininha linda para chamar de sua, abraçar, beijar e nunca mais soltar (Blue).

Só que a vida não é um conto de fadas. Nem mesmo para Beyoncé. Por mais que um filho seja a coisa mais desejada do mundo, ele mexe com muita coisa na vida de uma pessoa, e no caso da mulher começa por um fator bem visível: o corpo. Queen B, uma das mulheres mais lindas do mundo, viu seu corpo mudar e sentiu todas a inseguranças que isso trás. 
Até Beyoncé se sente insegura, viu só?
E essas inseguranças todas a fizeram lembrar que essa dor sempre esteve lá, nas cobranças para ela aparecer sempre linda, para ter uma barriga de gravidez redondinha e maravilhosa, e até no boato de que ela seria tão aficionada com suas curvas que não geraria a própria filha para não perdê-las. A beleza pode ser muito cruel (Pretty Hurts) e quando é quase um bem público que todos acham que podem tomar conta pode doer mais ainda.

Mas não é só o corpo que sente a mudança de uma nova vida. O casamento também muda de perspectiva. Se antes eram duas pessoas que se doavam loucamente agora existe uma terceira que demanda de muito mais atenção. É comum a crise de casais pós filhos, por que com ela seria diferente (Mine)? E insegurança no relacionamento traz quem a galope? Ciúmes (Jealous), desconfiança e cobranças (No Angel) e por vezes aquela sensação de que é necessário aproveitar o que se tem antes que acabe (XO).

Vamos dar um tempo para cuidar da família? Vamos... E Bey parou. Focou na vida, na filha, no marido... Mas, workaholic que é workaholic não consegue ficar parada. Ela começou a fazer um CD, mas não era aquilo ainda. Tava fake, tinha uma confiança que ainda não rolava (Standing on the sun). E o cenário da música também não lhe agradava. Era tudo chato, copiado, todas as gravadoras só pensando em como ganhar dinheiro picotando o talento dos artistas em singles (Ghost)...

 “Vamo abrir a porra toda e falar a confusão de coisas que eu tô sentindo?”, deve ter pensando a Diva em algum momento. E assim foi. Tudo numa tacada só.

Ela não conseguia ficar sendo só a mulherzinha de um cara famoso (Flawless), ela precisa de muito mais. Mesmo sabendo da crise que isso podia gerar, mesmo que o seu sucesso pudesse ser uma ameça ao seu casamento e fazer o marido ficar se mordendo de inveja como Ike Turner (Drunk In Love), ela tinha que voltar. Mesmo que a vibe otimista demais tivesse passado, ela não podia deixar de lado o sentimento que já era uma mulher bem grandinha e podia fazer o que queria (Grown Woman).

Ela quer o que toda mulher quer (mas algumas fingem que não porque acham imoral)
E o que a Beyoncé queria fazer depois de ver seu corpo mudar, voltar ao normal e a filha já estar grandinha o suficiente para dormir uma noite inteira sozinha? Sexo. Bey ficou na secura e queria que o marido voltasse a enxergá-la como a mulher gostosa de parar a boathy que ela já foi um dia (Yoncé). E não é só sexo fofo e romântico (Rocket) que ela queria não. É sexo em lugares públicos (Partition), cheio de taras e tapas (Haunted) e agradando ela também (Blow)! Entendeu, Mario Alberto?

E depois de tanto sexo, de se sentir amada e completa de novo, de voltar a trabalhar e se mostrar para o mundo como artista, Bey sentiu o poder de volta às suas mãos, sentiu que o casamento tava forte e que podia até chamar os amigo-tudo para comemorar juntos mais uma vitória, entre elas a mais um hino cantado para Obama. Yes we can! (Superpower).

Pronto! Todas as músicas do CD + faixa bônus e música abandonada em uma história que eu acho que a Beyoncé estava tentando contar para gente. Espero que quem ler se divirta tanto quanto eu me diverti escrevendo.
O que achou da história, Bey?




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