Um texto anda sendo muito compartilhado, você deve ter
visto. Dizendo que algumas mulheres são chatas. Bem, algumas mulheres realmente
são chatas. Também existem homens chatos, crianças... Até cachorros tem uns
chatos. A questão é: o que a gente usa para avaliar a chatice de uma pessoa.
A moça desse texto usa a relação com os homens. As chatas
são as mulheres que reclamam dos homens. É bem escrito (muito melhor que
qualquer texto que você vá encontrar aqui), com um ritmo legal, cheio de
palavras moderninhas, você quase acha que é bacana e já vai compartilhando, mas
calma! Checa primeiro se nenhuma página “orgulho de ser machista” já não
compartilhou antes de você.
Eu realmente entendo a ‘necessidade’ dessa moça em defender
os caras legais. De fato não estamos afogadas em um mundo de babacas. Por
sorte eu também estou rodeada de meninos inteligentes, evoluídos e feministas.
Mas, moça, quando você ataca as mulheres pelo jeito que elas tratam os homens
você está sendo igualzinha às pessoas que julgaram sua avó quando ela se
divorciou. Pena que você não captou a mensagem exata que ela estava te dando.
Mulheres são seres independentes dos homens, inclusive no
quesito chatice. Eu conheço muita gente chata. Gente que só reclama da vida,
gente que finge que a vida dela é muito perfeita, gente que vê filme iraniano e
se acha mais inteligente do que eu que prefiro a Disney... Sério, em tempos de
mimimi então é só balançar uma árvore que chove gente chata. Mas só as mulheres
sozinhas, importante frisar que só as sozinhas, mereceram ter sua chatice
destacada no tal texto.
Ao final daqueles parágrafos me senti lendo uma cartilha da
década de 20 de ‘como ser boa para conseguir seu homem’, que a chatice só
atrapalharia a alcançar o bem maior que é ter um macho ao seu lado. A questão é
que não, ninguém precisa se transformar, agir e pensar focada em como conseguir
um homem. Ser chato atrapalha em tudo. E ter um homem ao seu lado não garante
que você é legal.
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