Mesmo sumida do blog e até mesmo paradinha nos projetos artesanais do dia a dia, a notícia do incêndio da Caçula do Saara foi um baque no meu coração. A Caçula é um lugar tão presente na vida da minha família que a primeira coisa que fiz quando soube do acidente foi ligar para minha mãe para saber se por acaso ela tinha acordado com uma vontade louca de ir até lá fazer compras. E tinha.
Outro tinha estava com uma blusa que comprei numa liquidação louca e pensei "poxa, ela ficaria muito mais legal com uns spikes". Quando já estava planejando em pegar o 247 antes de ir para o trabalho na manhã seguinte me dei conta que não saberia para onde ir, ia rodar aquelas ruazinhas como louca atrás de algo que reluzisse.
Foram tantos aniversários totalmente viabilizados lá dentro, tantas ideias que tive junto com minha mãe num brainstorm genético ao esbarrar com uma miçanga, tanta história... E o fogo lambeu tudo! O mais triste é pensar que 90% do Saara está condenado a provavelmente ter o mesmo fim com instalações elétricas mal feitas, falta de vigilância e descaso.
O que estamos esperando? Um incêndio destruir tudo como foi com o Mercadão de Madureira para ganhar uma versão com ar condicionado e ares de shoppingcenter? Eu dispenso, obrigada. Só peço um Saara seguro para seus funcionários e pessoas que adoram as milhares de possibilidades que moram atrás das miçangas, tecidos e tintas que encontramos por lá.
Eis minha singela homenagem, um apanhado de criações e alegrias que não seriam possíveis sem a ajuda da Caçula.

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